terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Jornada nacional de luta contra os despejos


RESISTÊNCIA URBANA
FRENTE NACIONAL DE MOVIMENTOS


MANIFESTO DA CAMPANHA NACIONAL CONTRA OS DESPEJOS: MINHA CASA, MINHA LUTA!


         A RESISTÊNCIA URBANA – Frente Nacional de Movimentos faz um alerta aos trabalhadores brasileiros sobre o avanço de uma política de despejos e de uma ofensiva do capital imobiliário nas metrópoles do país. O cenário que está sendo montado é de uma verdadeira operação de guerra contra os moradores de favelas, comunidades periféricas e os trabalhadores informais, em nome do “crescimento econômico” e da preparação do país para a Copa-2014 e Olimpíadas-2016. Os governos federal, estaduais e municipais prepararam seus planejamentos – em muitos casos, já em execução – para obras de grande impacto, que representam uma Contra-Reforma Urbana no Brasil, pela forma autoritária e excludente com que estes programas afetarão os trabalhadores urbanos (principalmente através de despejos e remoções em massa) e pela lógica de cidade que trazem consigo. Por isso, e contra isso, lançamos uma Campanha Nacional contra os Despejos.


I.             A OFENSIVA DO CAPITAL IMOBILIÁRIO

Há anos temos assistido a uma intensificação dos ataques aos moradores de favelas, periferias e subúrbios nas grandes cidades brasileiras. A forma desses ataques tem sido a realização de despejos e remoções de milhares de famílias, associada a novos empreendimentos imobiliários e a obras públicas. Os trabalhadores – especialmente os mais pobres – são expulsos para regiões cada vez mais distantes dos centros, para que as áreas urbanas com maior infra-estrutura e mais valorizadas possam abrigar novas obras e terem uma valorização ainda maior. Trata-se de uma política de “limpeza social”, onde as zonas urbanas de maior interesse econômico devem ficar livres dos pobres.

O que está por trás deste processo é o fortalecimento, como “nunca antes visto neste país”, do capital imobiliário: as grandes empresas de construção civil, as incorporadoras e os proprietários/especuladores de terra urbana estão em festa. Após a abertura de capital de grandes empreiteiras (a partir de 2006) e de sucessivos presentes do governo, o Programa Minha Casa, Minha Vida (anunciado no início de 2009) coroou a abertura de um período de vacas gordas para este setor do capital. Para que se tenha uma idéia da dimensão desses ganhos basta mencionar 3 fatos: O setor da construção foi quem puxou a alta da Bolsa de Valores de São Paulo no primeiro semestre de 2009, com uma valorização acionária de 87%; além disso, foi o setor que isoladamente mais recebeu do governo nas chamadas “medidas anti-crise”, com R$33 bilhões só através do Minha Casa, Minha Vida, para não citar o PAC; por fim, como pagamento dos bondosos investimentos estatais, o capital imobiliário se destaca como o maior financiador de campanhas eleitorais do Brasil – tendo “bancadas” em todas as instancias parlamentares e inúmeros representantes nos governos. Essas são demonstrações da força deste setor no capitalismo brasileiro e de sua capacidade de determinar a política de desenvolvimento urbano, manejando os governos e desconsiderando os interesses populares.

A aliança perversa entre Estado e capital imobiliário reproduz uma lógica excludente e repressiva de desenvolvimento urbano. Sob a bandeira do “crescimento econômico” passam por cima do que estiver pela frente, em geral comunidades inteiras, historicamente estabelecidas. Naturalmente, as casas derrubadas não são as mansões dos empreiteiros; estas não atrapalham o progresso e as grandes obras. É a lógica do predomínio completo dos interesses privados, da necessidade de aumentar os lucros e de valorizar cada vez mais o solo urbano. O valor do metro quadrado nas metrópoles brasileiras tem crescido numa escala astronômica. Ganham os especuladores, ganham as construtoras, ganham os caixas de campanha. Perdem os trabalhadores. O preço deste “crescimento” são os despejos, o aumento do número de trabalhadores sem-teto e a piora das condições de moradia para os mais pobres.


II.           PAC, COPA E OLIMPÍADAS: A CONTRA-REFORMA URBANA

Como se isso não bastasse, a ampliação das obras do PAC (com o anúncio do PAC 2) e as intervenções urbanas planejadas para viabilizar a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 prometem agravar o problema a níveis catastróficos. Além da construção de estádios e centros esportivos nas cidades-sede, estão previstas uma série de ações nas grandes cidades do país: novas avenidas, ampliação de aeroportos, obras de embelezamento para o turismo, etc. O governo pretende mostrar a todos o Brasil como um país de “primeiro mundo”; e para isso terá que afastar os pobres dos holofotes da mídia internacional e dos turistas.

Não faltam exemplos do que tem ocorrido em situações como esta. Recentemente, na Copa da África, dezenas de milhares de famílias sofreram despejo e estão sobrevivendo em alojamentos precários; além disso, o governo sul-africano criou – por exigência da FIFA – tribunais especiais, para julgar e condenar sumariamente trabalhadores pobres e negros que ousaram atrapalhar a festa. Mesmo em países ricos, como a Espanha (nas Olimpíadas de 1992), os resultados foram negativos aos trabalhadores: os terrenos de Barcelona tiveram uma valorização de mais de 130%, por conta da especulação no período, expulsando os pobres das regiões centrais. Nem precisamos ir tão longe. O Pan-Americano 2007 no Rio de Janeiro foi um momento de terror nas favelas do Rio de Janeiro: vários despejos aconteceram, foram erguidos muros entorno das favelas e ocorreu o Massacre do Complexo do Alemão, com dezenas de pessoas – em geral, jovens e negros da favela – executados pela polícia.

Aí vem a Copa no Brasil! O sonho de muitos brasileiros promete tornar-se um terrível pesadelo. E, para que tudo esteja pronto, as obras começarão em breve, aliás, já estão atrasadas. O número de famílias despejadas no país – e não será só nas cidades-sede – deve chegar à casa das centenas de milhares. Em muitos casos, despejos sem indenização e sem alternativa de moradia. Ou com os ridículos “cheques-despejo”, com um valor que não permite sequer a compra de um barraco numa encosta de morro. Além disso, as medidas de repressão e criminalização da pobreza tendem a se tornar cada vez mais bárbaras nestes próximos anos, consolidando a política de “higienização social”. Várias situações já apontam para isso: as Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro; o aumento da repressão a trabalhadores informais (especialmente camelôs) em várias cidades; o impedimento de mo moradores de periferia em freqüentar espaços públicos nos centros, como ocorreu num shopping Center de Curitiba (por ordem judicial!); etc. A ordem é: a cidade para os ricos e turistas, que os pobres fiquem nas periferias!

Quem está sorrindo com isso é o grande capital imobiliário, que deverá se empanturrar com obras faraônicas, financiadas com dinheiro público, e verá seus grandes terrenos valorizarem-se absurdamente. Só para construção de estádios, o BNDES já anunciou um crédito de R$5 bilhões à disposição dos interessados. E outros bilhões virão para os empreiteiros. Para os pobres, despejos e repressão.


III.         CONSTRUIR A RESISTÊNCIA

Diante deste cenário, temos uma tarefa imensa pela frente: organizar e unificar uma resistência dos trabalhadores, em escala nacional. Para evitar um verdadeiro massacre, cada tentativa de despejo deve ter uma resposta à altura; cada ataque do capital deve ser seguido de um contra-ataque dos trabalhadores afetados por esta política. Daí, a necessidade urgente de construir e fortalecer a CAMPANHA NACIONAL CONTRA OS DESPEJOS – Minha Casa, Minha Luta.

Para isso, propomos a organização de Comitês em todas as regiões do país, com o objetivo de unificar a luta contra os despejos. Chamamos todos os movimentos populares, associações de moradores, referências comunitárias e setores da sociedade civil comprometidos com a luta contra este massacre para construir conosco esta resistência.

         Esta Campanha Nacional deve se estruturar sobre uma Plataforma com os seguintes eixos:

          ● CONTRA A POLÍTICA DE DESPEJOS E REMOÇÕES. GARANTIA DE MORADIA DIGNA PARA TODOS.

          ● COMBATE À REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA. PELO DIREITO À VIDA E AO TRABALHO.

          ● POR UMA POLÍTICA NACIONAL DE DESAPROPRIAÇÕES DE IMÓVEIS VAZIOS E MEDIDAS DE COMBATE À ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA.

          ● POR UMA POLÍTICA DE CONSTRUÇÃO DE MORADIAS POPULARES, BASEADA NO SUBSÍDIO INTEGRAL, NA QUALIDADE HABITACIONAL E NA GESTÃO DIRETA DOS EMPREENDIMENTOS.

          ● EM DEFESA DE UMA REFORMA URBANA POPULAR.

RESISTÊNCIA URBANA
FRENTE NACIONAL DE MOVIMENTOS

sábado, 15 de janeiro de 2011

Massacre anunciado!

Carta aberta à sociedade


Nós existimos, somos muitos e lutaremos para continuar existindo. Sabemos que a dignidade tem seu valor. Para os donos do poder, o valor da dignidade tem preço, pode ser convertido em dinheiro, em privilégios, em apoios financeiros para campanhas milionárias, entre outras possibilidades. Para nós, a dignidade é um valor que não tem preço, porque acreditamos ser ela uma necessidade, não um luxo. Nós somos as Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara, somos o povo sem-teto organizado . Somos aqueles e aquelas que transformamos nossa existência num ato em favor da dignidade. Aqueles que tentam nos massacrar, não querem apenas despejar 1.159 famílias sem-casa, querem despejar a dignidade, querem despejar os que não se curvam à pobreza e à riqueza, querem despejar um “inimigo interno”, uma voz que destoa. Eles desejam o fim das Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara, assim como o Estado Brasileiro fez com o Quilombo dos Palmares (onde Dandara, companheira de Zumbi, viveu e lutou), assim como foi feito em Canudos, em Sonho Real e em vários outros lugares e momentos da história deste país. Lutamos por nossas necessidades: moradia, dignidade, liberdade. Porém, a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas, querem acabar com as necessidades populares eliminando os necessitados e necessitadas. 
Ocupamos terrenos abandonados, alguns deles com mais de 30 anos sem destinação alguma, objetos da especulação imobiliária: cheio de impostos não pagos, cheio de nada. Há anos estamos preenchendo estes terrenos com alguma coisa que vale a pena lutar, estamos construindo nossas casas com o produto do nosso trabalho, a única coisa que temos além de nossa vida e de nossos sonhos, e só com o nosso esforço da nossa luta alcançaremos. Ao construir nossas casas estamos construindo muitas outras coisas, estamos construindo uma comunidade, estamos construindo nossa dignidade, estamos nos construindo

Ocupação da SEDRU




Em uma ação estratégia a SEDRU (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana) foi ocupada por moradores das comunidades Camilo torres, Irmã Dorothy e Dandara com o intuito de buscar junto ao governo estadual solução para o possivel despejo a ser cumprido pela PMMG. São cerca de 1187 familias que totalizam um numero de 3.200 pessoa entre criançãs, idosos e gestante. Trata se de mais um drama urbano vivido pelos trabalhadores de baixa renda das grandes cidades. 

Sem-teto acampam na Regional do Barreiro

 Sem-teto de BH acampam na Regional do Barreiro

Centenas de Sem-teto e sem-terra das Comunidades-ocupações Dandara,Camilo Torres e Irmã Dorothy CONTINUAM acampados POR TEMPO INDETERMINADO na frente da Regional Barreiro da Prefeitura de Belo Horizonte.

Foto
Foto

[Divulgando e informando]

Estão acampados desde ontem cedo, dia 20/07/2010. Barracas foram levantadas na entrada da Regional do Barreiro da Prefeitura. Dezenas de sem-teto dormiram ao relento, sob uma noite fria, na porta da
Prefeitura no Barreiro. Estão cozinhando no local. O Acampamento é por tempo indeterminado. Ontem, à tardezinha, paralisaram o trânsito por cerca de uma hora na região do Barreiro.

As 1.159 famílias das três comunidades, citadas acima, estão ameaçadas de despejo, mas não aceitarão a realização do despejo, porque: a) não tem para onde ir; b) a luta é justa, legal e legítima, pois as
propriedades ocupadas estavam em estado de abandono, com expressiva dívida de IPTU e sem cumprir sua função social; c) as políticas habitacionais da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo estadual
estão muito aquém das demandas da população mais pobre. A prefeitura constrói uma média de apenas 300 unidades por ano (quando constrói...) e o Governo Estadual, desde 1995 não construiu nenhuma casa na capital mineira.

Em Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos, dia 14/07/2010, foi dito: "Se a prefeitura quiser evitar um banho de sangue, que se abra a negociações. Os moradores estão vivendo um drama e não vão
deixar suas casas", afirmou o professor Fábio Alves dos Santos, do Serviço de Assistência Judiciária da PUC Minas, para quem as propriedades não cumpriam sua função social.

"A maioria dos ocupantes são mulheres e crianças, mas não vão abrir mão. Não vão arredar pé!", afirmou frei Gilvander Moreira, assessor da Comissão Pastoral da Terra. Ainda lamentou as desigualdades sociais,
lembrando que, no Belvedere, há apartamentos à venda por mais de R$ 4,5 milhões; no Mangabeiras, imóveis sendo alugados por mais de R$ 26 mil mensais, e, duas pessoas morando em uma mansão no Mangabeiras que tem
32 quartos, enquanto há 55 mil famílias sem moradia em Belo Horizonte; 173 mil, na região metropolitana, e 700 mil em Minas Gerais. Por isso também a luta de Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy é justa.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, deputado Durval Ângelo (PT), na audiência pública, lembrou que a habitação tornou-se um problema grave, mas antes de tudo é uma questão de cidadania, garantida
pela Constituição da República. "Ninguém vai para debaixo da lona porque quer. Moradia é uma necessidade fundamental, e o poder público não dá resposta", criticou.

O Acampamento na frente da prefeitura, no Barreiro, tem por objetivo buscar o diálogo com o prefeito de BH, Márcio Lacerda, e com o governador Antonio Augusto Anastasia para que as 1.159 famílias de
Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy tenham seus direitos a moradia e a dignidade humana respeitados. Em mutirão, e como auto-construção as famílias das três comunidades já construíram cerca de 800 casas. É um absurdo despejar essas famílias, jogá-las na rua, pois é justa e legítima a luta delas
 

 

PMMG tenta fazer despejo surpresa.


No ultimo dia 08/07/2010 a PMMG de forma sorrateira tentou despejar as comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy aproveitando de uma manifestação que os moradores faziam na porta da regional Barreiro padindo abertura do dialogo por parte da PBH afim de buscar uma alternativa ao despejo, dois microonibus com aproximadamente 50 soldados sob o comando do Maj. Alves entraram nas comunidades causando panico e desispero nas crianças, idosos e gestantes que não participaram da manifestação. tudo só se tranquilizou depois da intermediação de frei Gilvande junto ao comando da PM.

Ocupações urbana aumentam em BH


Com a falta de programas habitacionais que atenda os trabalhadores de baixa renda a tendência é o aumento do numero ocupações de terrenos e edificações ociosos em BH, o programa minha casa minha vida lançado com grande estardalhaço pelo governo faderal como solução para familias com essa faixa de renda não saiu do papel na capital mineira  tanto por falta de empenho do poder publico municipal e estadual como também por parte das construtoras que em busca de maiores lucro não se enteressa em fazer projetos que atendam familias que recebam de zero a três salários que representa quase 70% do defcit habitacional no pais.

Ocupação Irmã Dorothy vence sua primeira batalha

Ocupação Irmã Dorothy vence sua primeira batalha

Resistência Urbana

Sábado, 27 de março de 2010.

Ocupação Irmã Dorothy: persistência e ousadia

A Ocupação realizada dia 26/03/2010, na região do Barreiro em Belo Horizonte, como parte integrante da Jornada de Lutas organizada pela Frente Nacional de Resistência Urbana, foi batizada com o nome da missionária brutalmente assassinada em 12 de fevereiro de 2005, no Estado do Pará: Irmã Dorothy.
Depois de mais de 8 horas de negociação com o comando do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE - Choque), a recém nascida Ocupação Irmã Dorothy conseguiu resistir à pressão do braço armado do Estado e vencer sua primeira batalha.
O Choque usou spray de pimenta contra as famílias, limitou o direito de ir e vir de militantes, proibiu a entrada de alimentação na Ocupação e prendeu um companheiro, que foi conduzido até a delegacia, sendo liberado horas depois. As arbitrariedades da PM de Minas Gerais só foram suspensas quando o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONEDH) se fez presente na área e manifestou oposição à realização do despejo sem mandado judicial.
A Ocupação Irmã Dorothy foi a primeira ação em Minas Gerais dentro da Campanha Minha Casa Minha Luta organizada pela Frente Nacional de Resistência Urbana que reúne movimentos e organizações populares de 14 estados brasileiros. Essa campanha pretende denunciar as mentiras do Programa Minha Casa, Minha Vida que ainda não saiu do papel para as famílias mais pobres que recebem de 0 a 3 salários mínimos.
Vale registrar a atuação da Prefeitura de Belo Horizonte que esteve no local representada pelo chefe de gabinete da Regional Barreiro, Wanderley Porto, com a postura de pressionar a PM pela imediata retirada das famílias sem-casa. O terreno ocupado não cumpre há décadas sua função social e era usado como bota fora clandestino não fiscalizado pela Prefeitura. Preocupa-nos bastante saber que a atual administração se posiciona a favor de quem desrespeita as leis de postura e ambiental do município em prejuízo das famílias sem-casa que cansaram de esperar nas filas do OPH (Orçamento Participativo de Habitação) e do Programa Minha Casa Minha Vida.
É por essas e outras que Belo Horizonte ostenta o título de umas das cidades mais desiguais do mundo segundo a ONU.

Obs.: A Ocupação Irmã Dorothy está localizada à rua Córrego do Capão, 20 – Barreiro/Vila Santa Rita, Belo Horizonte, MG